Cursinho Popular Paulo Freire celebra 8 anos de história
Em 2025, o Cursinho Popular Paulo Freire celebra oito anos de ações voltadas para a democratização do acesso ao ensino superior, pautadas nos princípios da educação popular. Consolidado como projeto de extensão da Universidade Federal de Catalão (UFCAT), o cursinho nasceu de uma iniciativa da gestão Rafael Braga, composta pelo Coletivo Mobiliza que atuou na construção de alternativas para a democratização do espaço universitário e por políticas de permanência estudantil, através do então Diretório Acadêmico dos Cursos de Catalão - DACC.
A primeira iniciativa do projeto ocorreu entre os 26 a 29/10/2017 e consistiu em aulões organizados pelo movimento estudantil em parceria com professoras/es da rede básica, professoras/es da UFG/RC e entidades ligadas à educação em Catalão. Estes aulões foram amplamente divulgados e ao menos 200 estudantes de escolas públicas participaram das aulas durante essa semana.
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Emival Filho (34 anos), educador e ex membro do DACC fala sobre o início do projeto:
"Eu acredito que vimos de um momento em que tínhamos tido êxito em relação a algumas lutas internas na universidade em relação às políticas de permanência estudantil, a abertura do R.U, o avanço para construção da casa do estudante, e naquele momento, a partir das mobilizações que nós tínhamos feito na cidade, observamos que as nossas lutas só teriam força a partir do momento que elas superassem os muros da universidade, que as pessoas da cidade e a comunidade local também entendesse a relevância destas lutas. E a opção pela educação popular veio primeiro do resgate de uma memória, porque nós sabiamos que o diretório acadêmico há alguns anos tinha movido a iniciativa de um cursinho e nós sabíamos e essa iniciativa pra nós mostrava a possibilidade de atingir dois objetivos centrais, ao mesmo tempo que ela nos aproxima da comunidade local fazendo que a comunidade tivesse uma empatia maior pelas nossas bandeiras e lutas aqui dentro da universidade, a educação popular também favorecia outras grandes bandeiras defendidas por nós que era a bandeira da democratização da universidade e da popularização do conhecimento e acredito que foi nesse sentido que mobilizamos as pessoas em torno da educação popular. O mais legal é que pessoas que às vezes não eram tão próximas do movimento estudantil acabaram se aproximando de nós, ao se identificarem com a bandeira do projeto e compreenderam a sua importância".
Após a primeira experiência, estudantes ligados ao movimento estudantil organizam uma chamada para organização de um cursinho que fosse permanente, com aulas regulares e com o engajamento de outras/os estudantes e de professoras/es da UFCAT foi possível a abertura de 2 turmas em 2018 e 1 turma em 2019.
Bruna Ferreira (28 anos), educadora e ex membra do DACC comenta sobre alguns desafios enfrentados no início do projeto:"Entre tantas memórias do processo de criação do projeto de um cursinho popular na UFCAT uma das mais marcantes é o acontecimento de um reunião a qual alguns integrantes do movimento estudantil na época vinculados ao Diretório Acadêmico dos Cursos de Catalão (DACC) reuniram-se para pensar de que modo seria possível tocar um cursinho popular que atendesse a população de catalão. O contexto era de bastante engajamento coletivo tendo em vista o processo de luta constituído ao final do ano anterior pela construção de uma moradia estudantil.
Sem dúvida alguma toda potência desse processo inicial contribuiu e contribui ainda hoje para meu ir e vir dentro de espaços acadêmicos, assim como os desafios também sedimentaram o caminho da persistência e resistência política contra uma universidade que insiste em ser seletiva e exclusiva. Me recordo que no início até mesmo trabalhadores da universidade tomavam uma postura “negativa” quanto a abertura dos portões a “qualquer” pessoa. Nossa luta, mesmo que de formas distintas, atravessou as barreiras da burocracia institucional, do preconceito sorrateiro e cotidiano para atualmente consolidar-se como um projeto de educação popular a nível nacional".
Ludmila Jardim (29 anos), educadora e ex-membra do DACC também comenta esse momento histórico:
“Ao iniciar o projeto eu não tinha plena noção de que estávamos construindo algo tão profundo e complexo que impactaria diretamente a nossa comunidade a longo prazo. Não esperava que a nossa ousadia nos faria acumular uma experiência prática de organização que nos levasse tão longe. A abertura das duas turmas em 2018 foi possível graças ao engajamento de tantas pessoas que se sensibilizaram com a nossa causa dentro da universidade. Ter mentes e corações se unindo em torno desse sonho e acreditando que ele era possível nos deu ainda mais motivação para seguir construindo o cursinho. Porque para além do impacto prático que o cursinho causa na vida de muitas pessoas, sejam elas educandas e/ou educadoras através da promoção do desenvolvimento pessoal, ele também se propõe a ser um espaço de formação política, promovendo os direitos humanos e a conscientização crítica. Ter a oportunidade de nos aproximar e mostrar para a comunidade que este espaço é nosso (da juventude, da população negra, rural e periférica), fazer com que o povo ocupe esse lugar como pensadores e produtores de conhecimento e ver a universidade abrir cada vez mais as suas portas e reconhecer a legitimidade dessas presenças é, sem dúvida, um das nossas maiores conquistas”.
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Em 2019, concomitantemente às aulas regulares foram oferecidos diversos aulões com parcerias ao longo do ano:
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Em 2020, diante do contexto da pandemia, o cursinho suspendeu as suas atividades presenciais e não ofereceu aulas online, entendendo que naquela conjuntura de desigualdade extrema poucas pessoas teriam a estrutura necessária para estudar em casa. Assim, entre os anos de 2020 e 2021 o cursinho se dedicou a organização de momentos de formação para as/os educadoras que participavam do projeto, realizando um curso sobre “Juventude e Educação Popular” de forma online e síncrona e nos fortalecendo através do intercâmbio com outros cursinhos populares do Brasil.
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Como uma proposta coletiva, o projeto se organiza de forma autogestionada a partir da divisão de núcleos em que educadora/es, educanda/os e colaboradoras/es compartilham responsabilidades e decisões. Essa forma de organização fortalece os vínculos comunitários e reflete a crença de que a educação é um processo coletivo e emancipador. Assim, este cursinho é formado por estudantes da universidades, professoras/es da rede básica de ensino, técnicos administrativos e outros profissionais formados e/ou em formação.
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Lailton Martins, que é técnico administrativo na UFCAT comenta a sua experiência em participar do Cursinho enquanto educador de matemática:
“Atuar como educador no Cursinho Popular Paulo Freire na UFCAT tem sido uma experiência profundamente transformadora. Trata-se de uma vivência marcada pela partilha — compreendendo a ciência, a matemática e o conhecimento em sua dimensão emancipatória, mas sempre valorizando a trajetória e a experiência de cada educando.. Pensamento esse capaz de transformar, através de experiências educativas, a relação entre educador e educando, promovendo o crescimento e o desenvolvimento de ambos. Por fim, poder contribuir, ainda que modestamente, para que os educandos encontrem oportunidades de ingresso no ensino superior, por meio de uma formação gratuita, inclusiva e de alta qualidade, como a oferecida pelo Cursinho Popular Paulo Freire, é uma experiência verdadeiramente inspiradora”.
Lux Attiê Santos (24 anos), estudante de biologia na UFCAT e educadora do cursinho também compartilha conosco a sua experiência:
"Fazer parte de um cursinho popular, especialmente do Cursinho Paulo Freire, tem sido uma das experiências mais enriquecedoras da minha trajetória, tanto pessoal quanto profissional. Me tornar educadora popular na área das ciências me possibilitou enxergar o mundo e as pessoas sob novas perspectivas. Vejo, na prática, o impacto e a importância que nosso trabalho tem na vida de cada aluno. A área das ciências, muitas vezes percebida como rígida ou limitada a uma “receita de bolo”, ganha novos sentidos na educação popular. Nela, temos a oportunidade não apenas de ensinar, mas também de exercer a ciência cidadã e contribuir para a construção de um mundo mais justo, crítico e engajado. A cada ano, ao acompanhar os estudantes do cursinho conquistando o ingresso nas universidades, sinto uma gratificação imensurável. A diversidade presente entre alunos e educadores é uma fonte constante de aprendizado mútuo, uma verdadeira via de mão dupla cultivada diariamente".
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Durante a nossa trajetória, um dos aspectos marcantes é o fato de que muitas/os estudantes que passaram pelo cursinho e ingressaram na UFCAT retornam como educadoras/es. Esse ciclo de aprendizado e partilha reforça o caráter transformador do projeto, em que cada nova geração dá continuidade ao sonho coletivo de ter se ter uma universidade pública mais acessível e popular, que fale a nossa língua e compreenda os saberes que por muito tempo não foram reconhecidos pelas instituições de ensino.
Emerson Monteiro (27 anos), cientista social, ex- educando do cursinho em nossa primeira iniciativa e atualmente educador nos conta o que te motivou a retornar para o cursinho:
"Quando fui fazer o Enem participei do 1º aulão do cursinho popular em 2017 e foi algo que me ajudou bastante, principalmente na área das exatas em que tinha maior dificuldade, assim ingressei na universidade. Pode-se dizer que a partir do momento em que entrei na universidade a minha vida mudou completamente (...) O meu interesse de contribuir com o cursinho começou em 2022, percebi a necessidade de ser educador e tinha como referência a experiência no cursinho e a pedagogia freiriana. Ir para o cursinho enquanto professor antes mesmo de me formar foi importante tanto para o meu desenvolvimento pessoal, como para ajudar pessoas, como fui ajudado a ter uma experiência educacional diferente e a chance de entrar em uma universidade pública".
Ao longo desses oito anos, o Cursinho Popular Paulo Freire tem contribuído para a preparação de estudantes de escolas públicas para o ENEM e outros processos seletivos, ao mesmo tempo em que promove a formação crítica de educadoras/as. Essa dimensão formativa é um dos pilares da educação popular, pois compreende o ato de educar como um processo coletivo, em que quem ensina aprende e quem aprende também ensina. Formar educadoras/es nesse viés significa fortalecer práticas pedagógicas comprometidas com a transformação social, com a valorização dos saberes populares e com a construção de uma educação que emancipa, questiona e liberta.
Professora Maria Zenaide Alves (54), vinculada à Faculdade de Educação da UFCAT reforça esse aspecto em sua fala:
"Desde que o cursinho iniciou eu tenho acompanhado e contribuído, em alguns momentos mais de perto e outros mais de longe e é perceptível o quanto o cursinho tem impactado na vida de muitos jovens pobres aqui da nossa região. Mas tenho percebido sobretudo como o cursinho tem impactado na formação de todos vocês que se envolvem com essa iniciativa. Na minha leitura o cursinho é de certa forma um produto, resultado do movimento de ocupação das escolas e depois das universidades que começaram ali em 2016 e desde então, vimos muito a juventude se movimentando principalmente em relação à questão educativa, aqui na UFCAT mesmo nós vivenciamos pelo menos 2 ou 3 momentos de ocupação da universidade para melhoria da permanência estudantil que foram muito marcantes. Então isso demonstra a maturidade e o compromisso que essa juventude, se envolveu nessa causa, buscando possibilidades de lutas permanentes para transformação deste espaço. Eu vejo que esse momento gerou uma empolgação tão grande que vocês conseguiram pensar em outras demandas e outras possibilidades de luta, promovendo um espaço de prática dos saberes e dos aprendizados que vocês estão tendo na universidade e oferece a vocês espaço de formação pedagógica enquanto professores mas também um espaço de formação política, constituindo um espaço de formação que vocês não teria em lugar nenhum. Em nenhum estágio curricular obrigatório ou não obrigatório daria pra vocês essa possibilidade de vivenciar na prática e de forma tão intensa essa pedagogia freiriana, os valores, princípios e concepções da prática da educação popular. Então o cursinho pra mim, tem impacto não só fora da universidade pras pessoas que buscam um espaço de formação como complementação escolar para acessar o ensino superior, mas também um espaço formativo pros jovens universitário, sobretudo pros jovens das licenciaturas, os nossos futuros professores, para irem se inserindo na docência da maneira mais bonita que eu posso imaginar que é nessa perspectiva popular e afetiva".
Atualmente, o Cursinho Popular Paulo Freire se afirma como um movimento social em defesa da educação pública e pelo fim do vestibular, entendendo que o acesso ao ensino superior deveria ser livre e universal, assim como ocorre nos demais níveis de ensino. Assim, o cursinho reivindica uma universidade mais democrática e plural.
Camila Campos (40 anos), professora da UFCAT, também vinculada à Faculdade de Educação e educadora do cursinho comenta essa perspectiva:"Ao falar dessa construção do cursinho a primeira coisa que vem na cabeça são memórias, uma memória que remete ao encontro das pessoas que estavam lá desde o inicio, encontros que se deram nas lutas, no movimento estudantil e em várias outras lutas por direitos em que o mesmo grupo se encontrava, embora sendo de categorias diferentes. Apesar dessa memória coletiva, tenho também a minha memória individual que é quando eu percebo que o meu ingresso no cursinho era na verdade o ingresso numa luta e uma adesão em mais uma prática militante, entendendo o cursinho enquanto uma tarefa de transformação social, a transformação que tanto buscamos diante da sociedade que vivemos (...) Então o cursinho é entendido por nós como movimento social e sempre existem algumas dúvidas em relação a isso, as pessoas buscam entender se somos uma associação e temos sempre que explicar que na verdade nós não somos apenas educadores que constroi um pré vestibular ou um cursinho como outros que encontramos por aí. Nós somos educadores que buscam sim uma alusão de transformação e essa transformação ela é a na condição imediata do sujeito que acaba acontecendo depois que conclui e ingressa na universidade pública e pode significar inclusive uma transformação econômica na vida do sujeito já que este tem a sua formação ampliada, mas buscamos também através desta prática enfrentar os desafios coletivos que a classe trabalhadora é acometida. Então o cursinho insiste e resiste na conscientização enquanto uma ferramenta para perceber que existem questões que estão postas historicamente e que a longo prazo podemos vislumbrar um horizonte de mudança, acreditando que a ferramenta da conscientização é capaz de mobilizar sujeitos para a construção de uma sociedade mais justa".
Sobre esse posicionamento Lucas Brant (25 anos), estudante de ciências sociais da UFCAT e educador também destaca que:"Acreditamos que educar é um ato político, e que toda prática educativa deve estar comprometida com a libertação e a justiça social. Por isso, erguemos a bandeira pelo fim do vestibular excludente para que possamos garantir a educação pública, gratuita e de qualidade para todas e todos, em todos os níveis — da educação básica ao chamado ensino superior".
O ano de 2024 marcou um momento histórico para o nosso cursinho. Foi quando a Reitoria da UFCAT reconheceu oficialmente nossa iniciativa como um projeto de extensão fundamental para a popularização da universidade. Esse reconhecimento veio acompanhado da conquista de uma sala própria para o desenvolvimento das atividades e da doação de equipamentos essenciais, como armários e uma televisão, que fortalecem ainda mais o nosso trabalho.
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No ano de 2025, dois marcos importantes marcaram essa caminhada: o reconhecimento do trabalho das educadoras e educadores populares do cursinho pela Assembleia Legislativa de Goiás, que destacou a relevância do projeto para a educação pública e para a juventude goiana; e a seleção do cursinho para integrar o CPOP — Rede Nacional de Cursinhos Populares, ampliando o diálogo e a articulação com experiências semelhantes em todo o país. Esses reconhecimentos reforçam a legitimidade e a potência das ações desenvolvidas ao longo dos anos.
Sobre o reconhecimento da Alego as/aos nossas/os educadoras/es Ana Flávia (47 anos), uma das educadoras homenageadas relata que:
"Sou educadora no cursinho desde 2020 e estar presentes nesta homenagem foi um gesto de reconhecimento coletivo, que nos lembrou que cada cursinho popular, do estado de Goiás, é um território de luta, esperança e sonho (...) Para nós, educadoras e educadores do Cursinho Popular Paulo Freire, essa homenagem representou mais que um certificado ou um momento público de reconhecimento. Foi a celebração de uma trajetória coletiva, construída a muitas mãos, guiada por sonhos e pela crença de que educar é um ato de amor, de liberdade e de transformação de vidas".
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Gedeão Carlos Corazza (27 anos), cientista social pela UFCAT, educador e membro da comissão interna do CPOP deixa uma reflexão sobre a nossa seleção para a da rede nacional de cursinhos populares:
“Fazer parte da Rede Nacional de Cursinhos Populares, o CPOP do MEC, é o reconhecimento dessa caminhada coletiva. É uma política pública dizendo com todas as letras que a educação popular tem valor. Que os cursinhos populares não são apenas uma alternativa, mas uma ação fundamental para democratizar o acesso ao ensino superior. O CPOP fortalece o que há de mais bonito em nossa rede: a solidariedade, o compromisso com a comunidade e a construção de uma educação feita com e para o povo. Que este oitavo aniversário marque não só nossa história, mas também o fortalecimento de todas as redes de cursinhos populares do Brasil. Porque, quando um cursinho popular cresce, toda a educação pública avança junto”.

Com atuação na cidade de Catalão (GO) Cursinho Popular Paulo Freire é o único cursinho preparatório gratuito e popular da região voltado para o ENEM, o que reforça seu papel essencial na construção de oportunidades e no enfrentamento das desigualdades educacionais no interior do estado.
Rener Lima Santana (55 anos) ex-estudante do Cursinho Popular Paulo Freire em depoimento emocionante diz:
“O cursinho Paulo Freire foi um divisor de águas na minha vida (....) eu tinha um sonho de fazer história mas acreditava que a universidade não era pra mim desde sempre e agora então depois de 25 anos sem estudar, pensei que seria impossível. Vendo as minhas filhas na dinâmica dos estudos resolvi que queria fazer o Enem, e tive muito apoio delas. Uma delas conhecia um educador do Cursinho Paulo Freire e me levou na banca deles durante a feira de profissões, desde aquele momento já me senti acolhido. Eles tiveram muita paciência comigo (...) imaginem, eu fiz o Eja suplementar e após todo esse tempo sem estudar foi necessário muita atenção, além do meu empenho. Eu estava determinado em fazer o Enem apenas como experiência, mas lá não, eles me fizeram sonhar e me incentivaram a me inscrever como candidato.. eles se dedicaram bastante com todos, mas eu realmente me senti especial, tive uma atenção maravilhosa e isso fez me dedicar mais e mais. Eu agradeço a cada um desses educadores. Vocês darem uma possibilidade de futuro para as pessoas é resgatar vidas. Hoje eu estou no 4º período do curso de história”.
A iniciativa mantém parceria e diálogo constante com outras organizações políticas, movimentos sociais, coletivos, e escolas fortalecendo redes de solidariedade e resistência em torno da luta pelo direito à educação e pela construção de uma sociedade mais justa.
Professor Admilson Mascote, diretor do Colégio Estadual Dona Iayá comenta a parceria do Cursinho popular Paulo Freire com o Colégio e o impacto do projeto para cidade
“A parceria com o Cursinho Popular Paulo Freire é de grande importância para os estudantes do Colégio Dona Iayá em Catalão, pois amplia as oportunidades de acesso ao ensino superior, promove a igualdade educacional e incentiva a transformação social por meio do conhecimento. A presença dos estudantes do cursinho no colégio cria o sentimento de pertencimento e identidade dos estudantes com a universidade. Assim como é transformador para a juventude no colégio Dona Iayá, também é essencial para a cidade de Catalão(...) A inserção de estudantes na universidade é sempre uma vitória individual e coletiva, pois representa uma vitória para a comunidade. Logo, essas mudanças ajudam a reduzir as desigualdades sociais e fortalecem o desenvolvimento humano e econômico da cidade de Catalão, fortalecendo também a identidade local”.
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Micaelly Stéphane (21 anos), educanda no cursinho popular paulo freire e representante de turma em 2025 comenta um pouco sobre a sua experiência:
"Participar do Curso Popular Paulo Freire é uma experiência muito significativa. O ambiente universitário proporciona convivências inspiradoras com indivíduos de trajetórias únicas e ensinamentos marcantes, entre estudantes acolhedores e educadores solidários. Essa vivência ensina que a educação é uma construção contínua e coletiva, fruto da colaboração entre indivíduos dispostos a aprender e ensinar, demonstrando que todos nós podemos contribuir para a educação. A oportunidade de estudar no Curso Popular Paulo Freire ampliou a minha visão sobre o propósito da educação como um caminho de transformação e evolução".
Atualmente o cursinho oferece aulas no período noturno para 40 estudantes oriundas/os de escolas pública, além disso, oferece aulões de reforço à comunidade e cursos de formação em educação popular para educadoras/es em formação.
Mais do que um espaço de estudos, o Cursinho Popular Paulo Freire é um território de formação política, afetiva e esperançosa, que reafirma, há oito anos, a convicção de que a educação é um ato de transformação coletiva.




















